Sobre a nossa forma de trabalhar
“O paradoxo curioso é que quando eu me aceito como eu sou, então eu mudo”
- Carl Rogers
Como marcar a primeira sessão?
Para marcar a sua consulta pode telefonar ou enviar um e-mail para os contactos disponibilizados.
Se não puder ir a uma sessão que já estava marcada deve avisar a sua psicóloga a partir do contacto disponível com o mínimo de 24h de antecedência.
Nessa altura poderá combinar um novo horário para a realização da sua consulta.
Como a psicoterapia pode ajudar?
Atendendo aos principais mal-estares civilizacionais da atualidade como a solidão, a ansiedade, a rejeição e o isolamento, a psicoterapia pode ajudar.
Os estudos demonstram que globalmente a psicoterapia é eficaz, independentemente do modelo de psicoterapia ou das técnicas que o psicoterapeuta utilize, enfatizando o poder dos fatores comuns (as características idênticas ou transversais a todas as modalidades de terapia) que são habitualmente as características da relação terapêutica como a capacidade do terapeuta em criar uma boa aliança terapêutica, com a construção de laços positivos assentes na confiança mútua, no respeito e no cuidado, sendo o terapeuta empático, presente e com capacidade de escutar ativamente o cliente.
Esses ingredientes fazem com que o cliente sinta validado o seu sofrimento, e que acompanhado consiga transformar e promover a mudança e assim, sentir-se melhor.
Quando recorrer à psicoterapia?
Sempre que sentir que os seus objetivos de vida estão a ficar comprometidos, estão sistematicamente a ser adiados, ou então quando tiver a sensação que já não consegue lidar com os problemas, sente-se assoberbado, frequentemente experiencia emoções intensas que criam mal-estar, ou o seu funcionamento está prejudicado numa das áreas da sua vida: ocupacional, social ou familiar.
Por vezes, pode ser difícil reconhecer estes sinais, mas os seus familiares e amigos, podem dizer-lhe que anda mais irritável, que está uma pessoa diferente ou que seria bom recorrer a ajuda de um profissional .
Isto pode indicar que precisa de acompanhamento psicológico. Contudo, não se esqueça que a decisão de recorrer a este tipo de ajuda tem que ser sua!
As expectativas dos clientes em relação à mudança e ao sucesso terapêutico são fundamentais, influenciando inclusivamente o sucesso mesmo antes do seu inicio.
Como é feito o acompanhamento?
Varia muito do modelo de intervenção e das estratégias terapêuticas que podemos utilizar para cada problemática, para além de que o modelo dever-se-á adaptar sempre à pessoa que está a sofrer essa mesma problemática, que a vivencia de uma forma única.
Por isso, com muita curiosidade vamos acedendo ao significado e às emoções do cliente ajudando-o/a a transformar emoções desadaptativas em emoções adaptativas, ajudando o cliente a integrar o sofrimento na sua trajetória de vida e devolvendo o sentido de mestria e liberdade que muitas vezes a sintomatologia clínica mascarou ou comprometeu.
A psicoterapia é feita no divã?
O divã começou a ser utilizado por Sigmund Freud e tornou-se popular por ter sido o primeiro sistema de psicoterapia, a psicanálise, a ser criado, mesmo antes da fundação da ciência psicológica.
Apesar de existirem muitas versões de psicoterapia de inspiração psicanalítica que já não usam o divã, ainda se utiliza quando se faz a psicanálise clássica.
Porém, existem muitas outras abordagens, por exemplo, os modelos da Psicologia da Gestalt propuseram exercícios experienciais com cadeiras, por exemplo o exercício de cadeira vazia, será o mais conhecido e utilizado em muitas abordagens teóricas diferentes seja, por exemplo, no modelo de Terapia Focada nas Emoções ou no modelo de terapia Cognitivo Comportamental
Quais são as ideias erradas que ainda permanecem sobre a psicoterapia?
A ideia que o/a psicoterapeuta está numa postura distante, maioritariamente no divã, limitando-se a escutar e a tirar notas é, muitas vezes, alimentada pela indústria cinematográfica.
A ação do/a psicoterapeuta é extraordinariamente exigente, pois estamos com uma curiosidade genuína sobre o estado emocional da pessoa que temos à nossa frente, para empaticamente nos colocarmos na sua pele, sem nunca nos esquecermos da nossa.
E isto requere que estejamos com uma disponibilidade e entrega total ao outro. Por vezes, toda esta atenção é confundida como uma capacidade “sobrenatural” de ler a mente de outro, que é também errada.
Quais os principais mitos?
Temos muitos amigos com quem falar, daí não reconhecermos a necessidade de procurar um psicoterapeuta. Embora, as relações de amizade sejam fundamentais, a natureza e o beneficio de conversar com um psicólogo/a é muito diferente da conversa com um amigo, pois o/a psicólogo/a usa técnicas que já se provaram eficazes no tratamento da sua problemática.
Outro mito, e talvez o mais estigmatizante, só quem é “maluco”, ou quem é emocionalmente frágil é que precisa de um/a psicólogo/a ou psiquiatra. Este mito, ainda faz com que muitas pessoas não considerem esta possibilidade de intervenção, adiando e comprometendo severamente o seu bem-estar.